segunda-feira, 8 de junho de 2015

Tracey Emin


Tracey Emin nasceu em Londres em 1963, e estudou em Maidstone College of Art e no Royal College of Art, também em Londres. Exibiu internacionalmente incluindo exposições individuais e coletivas na Holanda, Alemanha, Japão, Austrália e América. Em 2007 representou a Grã-Bretanha Emin na 52ª Bienal de Veneza. Em maio de 2011 teve uma grande exposição individual na Hayward, em Londres. Atualmente vive e trabalha em Londres.

Trabalhos em neon

 People Like You Need to Fuck People Like Me (2007)


"People Like You Need to Fuck People Like Me", é umas das criações de Tracey em neon feito de forma que lembra seu estilo de desenho. Outros trabalhos em neon são menos conflituosos como o exibido acima, mas são todos extremamente pessoais. Cada um sugere uma mensagem profundamente sincera sobre o amor cercada de tristeza ou raiva, os trabalhos de neon possuem uma camada de autobiografia.


 I fell in love here (2014)



Wainting you de 2014.
I Can't Believe How Much You Loved Me (2012)




Considerando as obras acima percebemos nitidamente que a privacidade é inexistente universo de Tracey, pois seu trabalho centra-se em desventuras sexuais, desgosto, masturbação e trauma de infância, entre outras coisas que a maioria das pessoas evitam discutir e trazer a tona, sobretudo na arte. A natureza chocante e íntima a colocou na vanguarda da arte contemporânea. Seus 25 anos de carreira produziu arte que é verdadeiramente inesquecível.

Fontes: http://www.traceyeminstudio.com/

Postado por Alexandre Gonzaga da Silva.



sábado, 6 de junho de 2015

René Magritte



René François Ghislain Magritte, mais conhecido como René Magritte, nasceu na cidade de Lessines, na Bélgica, no dia 21 de novembro de 1898. filho caçula de Léopold Magritte. Em 1912 sua mãe, Régina, cometeu suicídio por afogamento no rio Sambre. Magritte estava presente quando o corpo de sua mãe foi retirado das águas do rio.

Em 1916, ingressou na Académie Royale des Beaux-Arts, em Bruxelas, onde estudou por dois anos. Foi durante esse período que ele conheceu Georgette Berger, com quem se casou em 1922. Trabalhou em uma fábrica de papel de Parede, e foi designer de cartazes e anúncios até 1926, quando um contrato com a Galerie la Centaure, na capital belga, fez da pintura sua principal atividade. Nesse mesmo ano, Magritte produziu sua primeira pintura surrealista,Le jockey perdu, tendo sua primeira exposição apresentada no ano seguinte



O artista exercitava o que se denomina de surrealismo realista ou ‘realismo mágico’. No início de sua carreira ele tentava reproduzir os trabalhos dos pintores vanguardistas, mas aos poucos se deu conta de sua ânsia por uma expressão mais poética e, neste momento, foi profundamente inspirado pela obra metafísica de Giorgio de Chirico.
Uma marca significativa na obra de Magritte é sua suposta incoerência, tal como se apresenta na pintura Rape – palavra que, em português, significa ‘Estupro’; nela aparece um torso no lugar de um rosto. 
Seu temperamento irrequieto se reflete em trabalhos como A Queda, no qual seus excêntricos homens caem do firmamento, trajando chapéu-coco e completamente tranquilos, um acontecimento que revela um pouco da existência humana.
Mudou-se para Paris em 1927, onde começou a se envolver nas atividades do grupo surrealista, tornando-se grande amigo dos poetas André Breton e Paul Éluard e do pintor Marcel Duchamp.
Quando a Galerie la Centaure fechou e seu contrato encerrou, Magritte retornou a Bruxelas. Permaneceu na cidade mesmo durante a ocupação alemã, na Segunda Guerra Mundial.Magritte conquista a oportunidade, em 1936, de expor sua obra em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Em 1965 ele volta novamente a mostrar seus trabalhos em uma mostra retrospectiva no Museu de Arte Moderna; e no ano de 1992 suas pinturas são apresentadas no Metropolitan Museum of Art.
                                                
Magritte morreu de câncer em 1967 e foi enterrado no Cemitério do Schaerbeek.
                       

                                                                            
Fontes:
http://www.infoescola.com/biografias/rene-magritte/
http://www.algosobre.com.br/biografias/rene-magritte.html                  
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ren%C3%A9_Magritte
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Trai%C3%A7%C3%A3o_das_Imagens


                                                                                                 Postado por : Mariana Munaretto
  
                                                                                 


"Isto Não É um Cachimbo - Ceci n'est pas une pipe"




Paul-Michel Foucault,filho do cirurgião Paul Foucault e de Anna Malapert, nasceu em Poitiers, no dia 15 de outubro de 1926. Embora pertencesse a uma tradicional família de médicos, Michel caminhou em outra direção. Na sua educação escolar encontrou todas as influências necessárias para guiá-lo no caminho da filosofia. Seu primeiro mentor foi o Padre De Montsabert, do qual herdou seu gosto pela história. Além disso, era um autodidata e adorava ler. Foucault viveu o contexto da Segunda Guerra Mundial, o que estimulava ainda mais seu interesse pelas Ciências Humanas. Mesmo contrariando os desejos paternos de que seguisse a Medicina, suas condições sócio-financeiras lhe permitiam seguir com seus estudos.
Michel Foucault publicou Ceci n'est pas une pipe que em português significa "Isto Não É um Cachimbo" exatamente cinco meses após a morte de René Magritte, autor da pintura a que se refere o texto. De maneira geral, o ensaio cumpre uma função de elogio, homenagem ao pintor belga, falecido em um momento de grande importância para a produção do pensador francês (pouco após a publicação de As Palavras e as Coisas).

René Magritte nega aquilo que estamos a ver. A uma primeira análise, o significado desta negação torna-se claro, pois aquilo que estamos a ver não é um cachimbo verdadeiro, mas sim a representação de um cachimbo. Deparamo-nos com um desafio àquilo que se convencionou chamar de "cachimbo", pois a nossa imagem de cachimbo está negada. Magritte como que esvaziou de sentido aquilo que entendemos como sendo a palavra "cachimbo". Não podemos identificar esta representação com aquilo que o objecto é, gerando-se, assim, um conflito de mensagens. Este quadro pode, portanto tratar-se de um exemplo de "paródia", na medida em que até à leitura da legenda, o espectador não tem dúvida que se trata de um cachimbo


A imagem, aqui, é o "ícone" de um cachimbo, já que realmente "se parece" com um cachimbo e portanto permite uma "excitação análoga na mente" de quem vê. A questão impele-nos a pensar que imagens diferentes evocam diferentes analogias na mente de quem vê, analogias que variam conforme o grau de excitação provocada pela imagem.

  Michel Foucault faz a reflexão sobre o tema do cachimbo entre dois desenhos.


Primeira versão, a de 1926, eu creio: um cachimbo desenhado com cuidado e, em cima (escrita a mão, com uma caligrafia regular, caprichada, artificial, caligrafia de convento, como é possível encontrar servindo de modelo no alto dos cadernos escolares, ou num quadro-negro, depois de uma lição de coisas), esta menção: "Isto não é um cachimbo".

A outra versão – suponho que a última –, pode-se encontrá-la na Alvorada nos antípodas. Mesmo cachimbo, mesmo enunciado, mesma caligrafia. Mas em vez de se encontrarem justapostos num espaço indiferente, sem limite nem especificação, o texto e a figura estão colocados no interior de uma moldura; ela própria está pousada sobre um cavalete, e este, por sua vez, sobre as tábuas bem visíveis do assoalho. Em cima, um cachimbo exatamente igual ao que se encontra desenhado no quadro, mas muito maior.

  •  “Vejam esses traços agrupados sobre o quadro-negro; por mais que possam se assemelhar, sem a menor discrepância, a menor infidelidade, àquilo que está mostrado lá em cima, não se enganem com isso: é lá em cima que se encontra o cachimbo, não neste grafismo elementar." Mas talvez a frase se refira precisamente a esse cachimbo desmedido, flutuante, ideal -simples sonho ou idéia de um cachimbo. Será necessário então ler: “Não busquem no alto um cachimbo verdadeiro; é o sonho do cachimbo; mas o desenho que está lá sobre o quadro, bem firme e rigorosamente traçado, é este desenho que deve ser tomado por uma verdade manifesta". 

Magritte redistribuiu no espaço o texto e a imagem; cada um retoma seu lugar; mas não sem reter alguma coisa do esquivo que é próprio ao caligrama. A forma desenhada do cachimbo expulsa todo texto explicativo ou designativo, tanto é reconhecível; seu esquematismo escolar diz muito explicitamente: "você vê tão bem o cachimbo que sou, que seria ridículo para mim dispor minhas linhas de modo a lhes fazer escreveristo é um cachimbo. As palavras, de certo, me desenhariam menos bem do que eu me represento"



 'A Traição das Imagens' (em francês: La trahison des images)
a obra está atualmente no Museu de Arte do Condado de Los Angeles (LACMA) na Califórnia ,considerado um ícone da arte moderna. Fortemente influenciado pela psicologia freudiana, o surrealismo representou uma reação contra o "racionalismo". A Traição das Imagens desafia a convenção linguística de identificar uma imagem de algo como a coisa em si. A princípio, o ponto de Magritte aparece simplista, quase ao ponto de uma provocação: Representando um trabalho que  é extremamente paradoxal. O seu estilo realista e o subtítulo remete para um anúncio publicitário, uma área em que Magritte teria trabalhado.


Michel Foucault analisa ainda as duas produções de Magritte através de uma perspectiva comparativa aos papéis de Klee e Kandinsky para a pintura ocidental. Segundo Foucault, esta conteria dois princípios dominantes entre o século XV e o século XX: uma separação entre representação plástica e representação linguística, subvertido na obra de Klee, pois este faz “valer em um espaço incerto [...] a justaposição das figuras e a sintaxe dos signos” (p. 256), e um princípio de equivalência entre a semelhança e a afirmação de um laço representativo, abandonado por Kandinsky, pois este “liberou a pintura dessa equivalência” (p. 256).
  • Ninguém, aparentemente, está mais afastado de Kandinsky e de Klee quanto Magritte. Pintura mais do que qualquer outra vinculada à exatidão das semelhanças até o ponto em que ela as multiplica voluntariamente como para confirmá-las [...], determinada a separar, cuidadosamente, cruelmente, o elemento gráfico e o elemento plástico: se acontece de serem sobrepostas como o são uma legenda e sua imagem, e na condição de que o enunciado conteste a identidade manifesta da figura, e o nome que se pretende lhe dar. No entanto, a pintura de Magritte não é estranha ao empreendimento de Klee e de Kandinsky; ela antes constitui, a partir de um sistema que lhes é comum, uma figura simultaneamente oposta e complementar. (p. 256-257)
  • "O caligrama é, portanto, tautologia. Mas no oposto da retórica. Esta emprega pletora da linguagem, serve-se da possibilidade de dizer duas coisas com palavras diferentes; usufrui da sobrecarga de riqueza que permite dizer duas coisas diferentes com uma única e mesma palavra; a essência da retórica está na alegoria. O caligrama, quanto a ele, se serve dessa propriedade das letras que consiste em valer ao mesmo tempo como elementos lineares que se pode dispor no espaço e como sinais que se deve desenrolar segundo o encadeamento único da substância sonora. Sinal, a letra permite fixar as palavras; linha, ela permite figurar a coisa. Assim, o caligrama pretende apagar ludicamente as mais velhas oposições de nossa civilização alfabética: mostrar e nomear; figurar e dizer; reproduzir e articular; imitar e significar; olhar e ler". 
  • "Mesma coisa para a tautologia. Aparentemente, Magritte volta da repetição caligráfica à simples correspondência da imagem com sua legenda: uma figura muda e suficientemente reconhecível mostra, sem dizê-lo, a coisa em sua essência; e, em cima, uma palavra recebe dessa imagem seu "sentido" ou sua regra de utilização. Ora, comparado à tradicional função da legenda, o texto de Magritte é duplamente paradoxal .Empreende nomear o que, evidentemente, não tem necessidade de sê-lo (a forma é por demais conhecida; a palavra, por demais familiar). E eis que, no momento em que deveria dar o nome, o faz negando que seja ele. "


O pensador francês conclui que, de certa maneira, Magritte “escamoteia o fundo de discurso afirmativo sobre o qual tranquilamente repousava a semelhança; e movimenta puras similitudes e enunciados verbais não afirmativos na instabilidade de um volume sem referências” (p. 263), e chega a visualizar em “Isto não é um cachimbo” uma espécie de receita, quase uma fórmula de composição, cujos passos seriam 

    

  1.  construir um caligrama; 
  2.  decompor o caligrama, desfazendo seus traços; 
  3.  permitir que o discurso, desprendido da imagem, “caia” em forma de letras;
  4.   permitir que as similitudes se multipliquem para que no fim se constate que 
  5.  “a pintura cessou de afirmar”.   

Charge:Alberto Montt "Eu sabia exatamente quem eu era.
meu conflito de identidade começou
quando eu conheci o trabalho de um tal de magritte ".



Pra quem tem Curiosidade como Pronúncia :
            Ceci n'est pas une pipe                               
              

Fontes:O Livro Completo:http://anarcopunk.org/biblioteca/wp-content/uploads/2009/01/foucault-michel-isto-nao-e-um-cachimbo.pdf
http://www.infoescola.com/psicologia/michel-foucault/
http://dialogosantropologicos.blogspot.com.br/2013/05/isto-nao-e-um-cachimbo_29.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Trai%C3%A7%C3%A3o_das_Imagens

                                                                                                       

                                       Postado por: Mariana Munaretto


Mr Bingo e a  arte dos cartões postais


 Mr Bingo é um londrino ilustrador, animador e designer gráfico. Trabalha pra várias revistas e jornais fazendo ilustrações e em seus trabalhos a literatura é essencial para o entendimento.

 Mr Bingo tem uma série chamada "Hate Mail", só de cartões postais, inspirada na  post card art que teve início na década de 20.  A arte dos cartões postais sempre trouxeram o casamento entre imagem e texto, porque mais de fazer arte, nesse movimento a comunicação era a peça chave, inclusive para uma sociedade contemporânea de comunicação. E foi por meio da unificação definitiva entre imagem e texto foi  possível gerar uma comunicação mais poderosa e efetiva.
 Mr Bingo trabalha nesse meio, afinal de contas,  entre seus clientes está o The New Yorker, The Guardian, revista Time e outros. Ele tanto em suas ilustrações como nos cartões postais coloca o humor e o sarcasmo como protagonistas, e trabalha a ironia entre a figura e o texto. Na sua série de cartões postais Mr Bingo, manda insultos  pelo correios para aqueles que encomendam  seu trabalho,  ele seleciona um tema qualquer e manda para um comprador qualquer, mas independente de qual seja  a mensagem, virá com um insulto pesado. Com isso ele pretende ironizar tudo mandando ofensas pra quem o contrata e despertar o riso  nem que seja no carteiro e tornar as coisas mais interessantes e divertidas.



                           





Sobre sua série de cartões postais,  "Hate Mail" ele diz o seguinte:   
"Eu amo cartão postal e eu estou preocupado que as pessoas não recebem o suficiente cartões postais divertidos estes dias.
Então eu tive uma idéia. É muito simples.

Você me enviar cinquenta libras (mais postagem) e eu vou te enviar um cartão  vintage com um
desenho e uma mensagem ofensiva sobre ele. (é por isso que ele é chamado de "correio do ódio ').
Então você ganha um desenho original assinado, o carteiro ganha um riso e o mundo
fica um pouco mais feliz. "


Para ver mais trabalhos dele: http://www.mr-bingo.org.uk/ 


 ..................................................................................... Postado por: Alice L.C 

Texto e imagem: León Ferrari

 
León Ferrari (1920 - 2013)
León Ferrari foi um artista conceitual argentino. Pintor, gravador, escultor, artista multimídia.
Por questões familiares ele viajou para Itália em 1952 e começou a trabalhar com arte em Roma no ano de 1955. Nessa mesma época fez sua primeira exposição, em Milão. Logo voltou à Argentina, onde fez diversas esculturas em metal e produziu o curta "La Primera Fundación de Buenos Aires". Em 1962, durante sua segunda viagem à Itália, León realizou seu primeiro trabalho com escrita abstrata, parte de uma série que continua até o dia de hoje.
Ainda teve participação na série "Antología Internazionale dell'incisione contemporânea" e no livro "Escrito en El Aire".

Suas obras são consideradas polêmicas, pois provocam discussões sobre religião, guerra, poder e sexo. O principal objetivo de León Ferrari era expressar suas ideias em relação ao mundo ocidental de forma eficiente. Esse princípio engloba quase todo seu trabalho.




Carta a un general - 1963
Cuadro escrito - 1964




El árbol embarazador - 1964
El amenazado - 1994




 
Postado por Vitória Patriota






sexta-feira, 5 de junho de 2015

Écfrase

A Écfrase é uma descrição de obras de arte. Ela contribui para provocar o efeito de visualização do discurso verbal. O filósofo Filóstrato que começou a usar a écfrase em um de seus livros. Exemplo: Amores e outras imagens. O uso da écfrase, transforma os ouvintes e leitores em expectadores, pois ela descreve com os mínimos detalhes as pinturas, imagens, fotos, esculturas, etc. A écfrase deixa de ser um recurso e passa a ser um fim, tornando-se um gênero. A écfrase pode ser usada como melhor descrição da imagem, fazendo com que o leitor imagine os elementos descritos no texto. A seguir, usarei a écfrase para descrever uma foto.

A foto



Aquela foto que tiramos, numa fria noite de sexta-feira é a minha favorita. Não há nela photoshop, efeito ou curtidas que a tornaram tão especial, e sim, o fato de que ninguém pode vê-la. Só eu e você. Ninguém mais sabe como é aquela foto. Foto essa que me ligou a você de uma forma a qual eu ainda não entendo. Ficamos ligados, conectados como ninguém jamais ficou. Talvez as suas pintinhas deram a foto todo o charme que ela tem, ou foi a nossa pose incomum de quem se conhece intimamente. O triste e belo da foto, é que está somente em nossa memória. Ninguém jamais irá roubá-la de mim ou de você. Ela é nossa. Só nossa. Uma foto que contém toda nossa história. Que contém nós.

Autora: Emanuelle Feitosa

Postado por: Emanuelle Feitosa

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Mira Schendel

  • Myrrha Dagmar Dub (Zurique, Suíça 1919 - São Paulo SP, 1988). Pintora, desenhista. Muda-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estuda arte e filosofia. 
  • Abandona os estudos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Estabelece-se em Roma em 1946, e, em 1949, obtém permissão para mudar-se para o Brasil. Fixa residência em Porto Alegre, onde trabalha com design gráfico, faz pintura, escultura de cerâmica, restauro de imagens barrocas e poemas. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permite contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois muda-se para São Paulo e adota o sobrenome Schendel. 
  • Na década de 1960 realiza desenhos em papel-arroz. Em 1966, cria a série Droguinhas, elaborada com papel-arroz retorcido e trançado, que é apresentada em Londres, na Galeria Signals, por indicação do crítico Guy Brett (1942). Nesse ano, passa por Milão, Veneza, Lisboa e Sttutgart. Conhece o filósofo e semiólogo Max Bense (1910 - 1990), que contribui para a realização de sua exposição em Nurembergue, Alemanha, e é autor do texto do catálogo. 
  • Em 1968, começa a produzir obras utilizando o acrílico, como Objetos Gráficos e Toquinhos. Entre 1970 e 1971 realiza um conjunto de 150 cadernos, desdobrados em várias séries. Na década de 1980, produz as têmperas brancas e negras, os Sarrafos e inicia uma série de quadros com pó de tijolo. Após sua morte, em 1988, muitas exposições apresentam sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP.
  • Fonte: Itaú Cultural


Visual-Poetry — tuttobenedesign: metempsicosis: Mira Schendel,... visual-poetry.tumblr.com510 × 494Pesquisa por imagem. Tuttobenedesign: metempsicosis: Mira Schendel, Sem título, da série Objetos Gráficos, 1973


338 × 425 Pesquisa por imagem Mira Schendel (no vazio do mundo) Sem título, meados da década de 60, técnica mista sobre papel coleção Maria Lúcia Cacciola, São Paulo.


Sem título (objetos gráficos), 1967 grafite e letraset sobre folhas de papel arroz montadas entre placas de acrílico trasparente

As telas acima representam uma das melhores formas de Arte e Literatura e Literatura e Arte. 
Grifo meu "Que confusão maravilhosa de Literatura e Arte ou Arte e Literatura."


Postado por Saulo Howstton