sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ann Hamilton (nascida em 22 de junho de 1956 em Lima, Ohio) é uma artista visual conhecida por instalações multimídia em grande escala, bem como seu trabalho em vídeo, escultura, fotografia, arte têxtil e gravura.


lineament 1994

Galeria Ruth Bloom
Santa Monica, Califórnia

Ann Hamilton - Lineament

Materiais: paredes de madeira compensada, assento suspenso e mesa de luz, projetor de filmes, figura de elevação sentada e enrolamento de texto cortado em linha contínua a partir de um livro preparado.

Nesta instalação, o primeiro experimento de Hamilton foi com imagens da sombra e projeções, enquadrou a atividade da sua figura contra um fundo feito de um material - madeira compensada. Madeira compensada crua em 4 x 8 folhas com as paredes forradas, teto e chão da galeria abobadado e seu cheiro permeando o espaço.
Suspenso por cabos no teto, peças horizontais de madeira compensada formando uma mesa onde a figura estava. O assistente levantava com cuidado tiras de texto que tinham sido cortadas linha por linha a partir dos livros e transformadas em bolas. Em espaços regulares, a figura empurrava a bola de texto através de uma fenda em uma tela de tecido sobre a mesa. Um feixe de luz de um  projetor embutido na parede a direita do assistente iluminava a atividade da figura e lançava uma sombra na parede oposta. A sombra ampliada capta a imagem da figura e gestos de extração e sinuosidade.


Postado por: Emanuelle Feitosa

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Marija Tiurina e a série "Unstranslatable Words"

Marija Tiurina é uma artista britânica contemporânea com foco em ilustração e arte digital. Recentemente, tornou-se viral em todo o mundo uma série de ilustrações realizadas por ela. A série chama-se Untranslatable Words, em tradução livre: Palavras Intraduzíveis. Esse trabalho consiste na proposta de traduzir em imagens o significado de palavras que apresentam significação apenas em seu idioma de origem e não apresentam traduções equivalentes em outras línguas por se tratarem de expressões idiomáticas ou por representarem conceitos relacionados a questões culturais muito específicas. 


O interessante deste trabalho de Marija Tiurina é a possibilidade que a ilustração propõe de representar uma significação tão profunda e específica a partir de uma representação imagética. Desse modo, texto e imagem dialogam de forma a se completar e, ao mesmo tempo, a ampliar os significados de um vocábulo sem tradução imediata, se tornando, a partir dessa união, um elemento artístico único que carrega inúmeras significações.
Veja abaixo algumas das ilustrações desta série:

Do Alemão, Torschlusspanik: o medo de que as oportunidades diminuam com o chegar da idade.¹

Do Português Brasileiro, Cafuné: A ação de acariciar com os dedos o cabelo de outra pessoa.¹

Do Espanhol, Duende: O misterioso poder que um trabalho artístico possui de modificar uma pessoa profundamente.¹

Em seu trabalho, Marija Tiurina une sensibilidade ao imenso leque de interpretações que a união entre texto e imagem possibilitam.
Se quiser ver mais imagens desta série clique aqui.
Se quiser conhecer mais sobre o trabalho da artista clique aqui.

¹As legendas das ilustrações são de tradução livre e visam apenas explicar as frases escritas nas imagens.
Fontes: 

Postado por Jéssica Ranny

Arnaldo Antunes e a concretização da poesia

Por Felipe Alve.Oli.


Mais do que palavras soltas, ou absortas, à espera de interpretação e vida, as palavras do multiartista Arnaldo Antunes são concretas, seja em suas canções ou poemas. Concretas e vanguardistas, demonstram o resultado de experimentações que superam as convenções e formalidades rítimicas do verso. Embora não tenha sido membro do movimento da década de 50, incorporou a missão vanguardista e traz na atualidade uma das melhores coleções e genialidades do estilo.




“Todas as coisas do mundo não cabem numa ideia. Mas tudo cabe numa palavra”. A.A.

Como função, o Concretismo quer dizer aquilo que não está escrito, mas desenhado, ritmado e, portanto nem sempre é preciso dizer muito para dizer alguma coisa. E A.A. é também de poucas palavras, mas de muito significado. E de )))SOM(((.

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Quando tiverem filhos, lembrem-se disso:




Há diversos outros aspectos que podem ser observados no trabalho de Arnaldo Antunes, um dos autores mais inventivos da atual literatura brasileira, mas vale a pena destacar suas intervenções na chamada poesia digital ou eletrônica, da qual é um dos precursores no Brasil, ao lado de Augusto de Campos, e sua atuação no campo da performance, em que o próprio corpo do poeta participa do fazer poético.









... aplicado ... :








Fontes:
https://catracalivre.com.br/geral/livro/indicacao/a-poesia-concreta-de-arnaldo-antunes/
http://www.arnaldoantunes.com.br/new/
http://revistacult.uol.com.br/home/2013/09/arnaldo-antunes-o-poeta-das-palavras-e-das-coisas/

a.Millôr // d.Millôr

Impossível não terem falado dele antes!

Por Felipe Alve.Oli.
Millôr Fernandes não inventou as charges, mas mudou completamente os rumos do humor no Brasil. Antes dele, a crítica da sociedade e principalmente da política era restrito. Millôr ampliou essa percepção. Propôs uma visão oblíqua do humor,  de caráter multifacetado e mostrando que não há classificações ou subdivisões possíveis. O humor pode estar no traço, mas está também nas letras, no teatro, na poesia, no soneto, no aforismo, no haicai. 

Disseram que em dezembro de 2012 o mundo acabaria, e Millôr se antecipou, foi-se em março. De fato, um mundo acabou sem Millôr. Antes de ir, deixou profecias: 




O que prevejo imediatamente

Com otimismo: 
Daqui a seis anos, teremos, incrustado nos ombros, um terabyte-chip (1.099,511,627,776 bytes) anulando a gravidade individual. Vamos voar como os pássaros! Em percursos locais, depois o mundo. Isso eliminará a praga do nosso tempo, o automóvel-individual, trambolhão egoísta, custoso, poluente, assassino. 

Com pessimismo: 
Até o fim do ano, é, estou falando de 2020!, já terá um severino qualquer mandando instalar no corpo um mega-chip (1.048,576 bytes) do Google com todas as informações existentes no mundo. Toda a VEJA, todo o New York Times, toda a Folha, tudo. Qualquer coisa que você disser, ele responderá na bucha. Ele sabe!



Henrique Rodrigues, escritor e crítico de literatura da PUC:

“Ele fazia poemas concretos, antes de existir o movimento concretista. Ele já escrevia de forma concisa e em frases curtas muito antes de existir o computador e ferramentas como Twitter. A própria irreverência do Pasquim, do qual foi um dos fundadores, foi antecipada pelo Pif-Paf, uma coluna de humor político e contestatório que ele mantinha na imprensa”, considerou sobre Millôr.





Assim, o brilho do humorista Millôr se confundiu com o do dramaturgo, do jornalista, do cronista, do cartunista. E também do linguista. Com aforismos elípticos, jogos de palavras e trocadilhos surrealistas, sua desobediência sintática e semântica o permitiu brincar com as palavras e com as contradições da língua. Sem impor seu estilo como norma, passou por cima das normas do estilo, ignorando regras gramaticais e criando neologismos. Vem daí a sua auto-definição: “um escritor sem estilo.


Fontes:
http://www2.uol.com.br/millor/index.htm
http://revistameio-fio.blogspot.com.br/2012/04/millor-fernandes-humor.html
http://esquizofia.com/tag/millor-fernandes



é NOI

Por Felipe Alve.Oli.
Concretismo
QUE DIABOS SIGNIFICA ISSO?









Tudo começou no Futurismo Italiano (1909). No início do século XX, o Concretismo foi um pouco... tardio. Mas ao ocupar seu espaço, passou a mostrar todo seu espírito 'avant-garde', atravessando fronteiras e rompendo com a poesia figurativa, principalmente com os "caligramas" de Apollinaire, ooooooo redutor.

Em 52, poetas do grupo RUPTURA iniciaram a publicação da revista "NOIGANDRES", palavra retirada de um poema de Ezra Pound que era nada mais que uma provocação sem qualquer significado experimentando inovações na linguagem poética.


O conhecimento da obra de Pound teve grande importância para o grupo Noigandres, mas foi sobretudo o interesse de Pound pelo ideograma chinês e pelas teorias da tradução da poesia chinesa, com base no conhecimento dos estudos de Fenollosa, o que tornou essa importância específica.

A partir daí as ideias das vanguardas do início do século passado foram sendo organizadas e os primeiros resultados da proposta artística dos poetas Noigandres foram enfim concretizadas na revista.

Reprodução da primeira edição de Noigandres.

Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari eram os poetas responsáveis pela obra, ao lado de dois dos principais nomes do design gráfico no Brasil Geraldo de Barros e Alexandre Wöllner.

dias dias dias - Augusto de Campos




Haroldo de Campos: Nascemorre, 1958

Haroldo de Campos

Décio Pignatari


Poesia Concreta e Poesia Visual vivem se confundindo. E isso desde a chegada do movimento ao Brasil em 1956, que foi o primeiro a usar recursos visuais como marca de uma poética. Afinal, a Poesia Concreta é um ~estilo~ de Poesia Visual, mas a ^transcende^.

Conquistando admiração internacional e abriu caminho para novas discussões sobre a poesia, o poema e seu visu. O Concretismo cumpriu seu papel de assimilador dos desdobramentos artísticos internacionais, aproximando a pesquisa artística brasileira da produção internacional em evidência. Resultado também de uma interação entre os brasileiros com o suíço-boliviano Eugen Gomringer.

Para Philadelpho Menezes (1998), são características marcantes do Movimento Concretista brasileiro: o ideograma (apelo à comunicação não-verbal), a atomização (as palavras são desmanchadas, criando outras significações), a metacomunicação (simultaneidade da comunicação verbal e não-verbal), a polissemia (muitos significados) e a estrutura verbivocovisual (valorização do campo visual, do aspecto gráfico da letra, da cor e da disposição das palavras).


Fontes:

terça-feira, 16 de junho de 2015

Mira Schendel


Comentário

A produção artística de Mira Schendel, marcada pela constante experimentação, é constituída por múltiplas séries de trabalhos, experiências bastante diversas quanto a formato e dimensões, aos suportes escolhidos e à técnica adotada, mas que guardam entre si uma coerência no que diz respeito às questões por eles suscitadas. Daí a dificuldade em dividir sua obra em fases cronológicas e a conseqüente identificação de aspectos que reaparecem constantemente, desdobramentos entre uma série e outra, que conferem a sua obra uma linguagem inconfundível, com várias ramificações.

 fonte:
 http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2450/mira-schendel


Segue mais uma sequência de três quadros ainda da primeira fase da obra de Mira Schendel, em um novo post irei colocar obras de uma fase da artista não muito ligada a literatura, porém irá ressaltar  a diversidade da obra desta artista que adotou o Brasil como pátria.



 Observação: As obras de Mira se encontram espalhadas entre a PINACOTECA, MASP, MOMA, e outros. 
Postado por: Saulo Howstton

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Marcel Duchamp

Marcel Duchamp

Foi um pintorescultor e poeta francês,cidadão dos Estados Unidos a partir de 1955, e inventor dos ready made.É um dos precursores da arte conceitual e introduziu a ideia de ready made como objeto de arte,começou sua carreira como artista criando pinturas de inspiração romantista, expressionista e cubista.
  •  ready made é uma estratégia que refere-se ao uso de objetos industrializados âmbito da arte,desprezando noções comuns à arte histórica como estilo ou manufatura do objeto de arte e referindo sua produção primariamente à ideia. É manifestação radical da intenção de Marcel Duchamp de romper com a artesania da operação artística, uma vez que se trata de apropriar-se de algo que já está feito: escolhe produtos industriais, realizados com finalidade prática e não artística.


Postado por Vitória Sperandio